4 Dias por Cayman

Terça dia 07, noite de lua cheia fiz um mergulho noturno da frente de casa. Sendo o fato que ia fazer “ano” que eu não fazia um noturno o mais legal foi com “quem” eu fiz o noturno. Após mais de 8 anos sem nos ver re-encontrei a minha amiga Ana Carolina e conheci o super-gente-fina marido dela o Rodrigo. A Ana foi uma das minhas primeiras alunas em Bombinhas junto com a irmã e o pai. Mergulhamos juntos depois quando eu mudei de escola, mais desde que eu sai do Brasil, perdemos o contato. Graças ao Facebook a um ano e meio atrás voltamos a trocar mensagens. Mas a Ana é daquelas poucas amizades que tenho que tem aquela “sintonia fina” de passar anos sem se falar e parecer que “te-vi semana passada deja vu e parle vu”. E o Rodrigo é um mineiro super-susse que faz todos se sentirem a vontade perto dele. A Ana e o Rodrigo estão num projeto muito legal. Eles largaram o trabalho e estão viajando as Américas desde 2010 e só vão acabar o trajeto todo la por 2013. Daqui eles iam para Little Cayman (que eu até agora não conheço, que vergonha!), Cuba e México onde a caminhonete deles ficou estacionada. De lá eles sobem a América do Norte beirando o Pacifico. Nesse ritmo todo na terça eles já tinham feito 3 mergulhos. O Rodrigo decidiu não fazer o noturno e atualizar a web deles (muito legal por sinal, olha ai: 1000 Dias). Fizemos mais de uma hora de noturno onde vimos lagostas e camarões e cruzamos uma das fendas do Groto System. Vimos um (maldito) Lionfish. O mais legal foi poder apagar a lanterna e ver o reflexo da lua no espelho d’água e ver como se pode enxergar embaixo d’água quando a  água e limpa e a lua esta bem cheia. Tinha feito isso a um tempao atrás num noturno na Canal da Rata em Noronha. Noturno de Lua Cheia sem Lanterna é muito massa. Soltei o lobo-marinho e dei uma bom uivado que até assustou a Ana. Conclusao: Tenho que mergulhar mais em frente de casa. Hábitos renovados, amizades reforçadas e um novo amigo. Chato só é notar ao final deste post que o otario-aqui (eu) esqueceu de tirar fotos e por isso esse post vai ficar meio cru.

Visite a pagina deles (la tem foto com certeza) e saiba mais sobre as aventuras de Ana e Rodrigo desbravando as Américas: http://www.1000dias.com/

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Ultimo mergulho de 2011

Sábado 31 meus amigos Suldafricanos: Angelique e Gunter, me chamaram para mergulhar no Kittiwake, junto com o irmão da Angelique o Ernest e a namorada dele a Nicole. Apesar da nossa amizade desde que mudamos para ilha eu nunca tinha mergulhado com o Gunter. Impressionante constatar como o naufrágio se moveu no furacão Rina e esta mais perto do paredão. Como a Nicole tinha pouca experiência dividimos nosso grupo em dois. Vimos um cardume enorme de xareus na popa do naufrágio, o maior cardume aqui na ilha até agora. No inicio mergulhamos todos juntos mas na metade do mergulho Angelique, Nicole e Ernest chamaram o mergulho. Eu aproveitei para junto com o Gunter explorar todas os compartimentos que antes não tinha tido a chance de conhecer. Até entramos numa das câmeras descompressivas que ficou com uma boa parte de ar dentro o que da para “tirar a cabeça fora-dagua” e falar (com o regulador na boca claro!). Agora posso dizer que uns bons 90% do Kittiwake foram explorados, deixando os compartimentos de popa para  outro dia. Um ótimo mergulho para terminar 2011 e começar o que vai ser um incrível 2012 para todos nos. Obrigado por acompanhar meu blog em 2011. Prometo mais para 2012.

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2 Semanas de Mau-tempo e Kittiwake se move 18 metros em direção a Parede

Incrível! Nas ultimas 2 semanas tinha publicado no Facebook umas fotos do mau tempo causado pelo furacão Rina que nem estava aqui mas passou pela região. Poucos dias atrás após o tempo melhorar os instrutores locais constataram que o naufrágio do Kittiwake se moveu 18 metros em direção  … Continue lendo

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cayCompass.com :: Storm shifts Kittiwake 60 feet.

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Historias para Alicia #2 : Mergulho no Passaúna

Era o fim do inverno de 2000. Fazia muito tempo que não desciamos para Bombinhas e já estávamos na seca para mergulhar em algo que não fosse piscina. Num sábado o sol saiu e eu tive uma brilhante idéia. Tínhamos um conhecido (aka: Gringo Puto) que estava morando em uma cabana no Parque do Passaúna. Ele nos falou que tinha uns 2 caiaques e como ele nos devia um montão de favores que quando eu e o seu pai quiséssemos podíamos usar os caiaques. Então juntei:  caiaques+sol divididos por dias sem mergulhar = mergulho em altitude no Passaúna. Seu pai acabou topando a idéia nem tanto pelo mergulho mas creio que mais pela aventura insolita. Por que por mais que não fosse proibido mergulhar igual não é um lugar de mergulho e por la tinha uns guardinhas florestais de moto rondando a área e pentelhando os “passaunences” que iam brincar com as crianças numa tipo prainha de areia que tem por la (ou tinha). Na duvida ia ter que ser uma parada tipo clandestina. O que fizemos: colocamos o equipamento de mergulho dentro do caiaque. Vestimos a roupa de neoprene e botamos o caiaque na água. Ao entrar na água o equipamento foi boiando ao lado esquerdo do caiaques, oposto a quem nos observava da margem. O Gringo foi num caiaque single na frente e amarrado ao nosso caiaque duplo. Marcamos o tempo da ronda do robocop-florestal para que quando ele desse a volta na curva e nos perdesse de vista eu e o Diego íamos pular na água, botar o equipamento e afundar. O Gringo seguia com os caiaques e nós ao mergulho. Quando já tínhamos atingido uma boa distancia e o robocop saiu de vista pulamos na água. Um alivio,  por que remar com roupa de neoprene (primeira mas não a ultima vez que remava usando neoprene) por mais que seja fim de inverno em Curitiba não é nada fácil. Afundamos atrás do caiaques e o alivio do calor e a satisfação de haver concluída a primeira etapa da aventura deu lugar a uma sensação de espanto. A visibilidade era a pior que já tinha visto na minha vida. A agua estava bem fria também. O fundo de lodo e areia com terra levantava uma suspensão que erguia uma parede de sujeira. No fundo vários galhos retorcidos. E alguns trechos havia como largos círculos de sedimentos com cor mais escura e daquele lugar a agua era mais fria. Posteriormente seu pai chamou de “circulos do capeta”. Resumindo um lugar horrível e pavoroso. Fora que comecei a pensar que não ia demorar muito e íamos encontrar algum “peixe-presunto” (não sei com que idade vai estar lendo isso?). Igual eu e o seu pai dávamos risadas no regulador. So escutava o seu pai por que ver mesmo ele não dava. Mergulhamos amarrados um ao outro. Tínhamos uma corda de mais ou menos um metro que atamos no braço respectivamente. O problema é que os galhos que apareciam pela frente davam um trabalho pra desviar ou pra desenrorcar. Com uma bússola traçamos o rumo de volta a margem da represa, na tal prainha. Antes de chegar na margem encontramos os destroços do que seria a entrada de uma casa. Furtivamente eu subi para confirmar nossa localização e conferir onde estava o guarda florestal. Ele estava justo passando na minha frente. Afundei e usamos o tempo para nos aproximar mais da prainha. Foi o guarda virar na curva e as crianças do Passaúna e moradores da região presenciaram uma cena bem insólita, dois mergulhadores saindo da água. Corremos para o garagem dos caiaques. Demos muita risada. Quando nos perguntaram e como foi: “Massa!” Porém quando descreviamos o mergulho nos olhavam como se fôssemos doidos. Existem coisas que só pela aventura e o insólito já valem a pena. Então se algum você tiver alguma ideia insólita e maluca e o seu pai não deixar lembre ele do mergulho na Passaúna.

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Xaréus sob a chuva de Outubros. . . poético né? Melhor que Xaréus I Like

Xareus quem não gosta?

Sabadão e eu na dúvida : golf, rugby ou mergulho? Postei no Facebook, um povo gostou mas ninguém opinou, tão pouco surgiram voluntarios. Começou a cair um temporal e dai foi fácil decidir. Pelo menos em baixo dàgua não chove.

Pela tarde a água fui,  aqui na frente de casa mesmo. Mergulhinho simples um peixe-leão maldito  e na volta um cardume de xaréus também conhecidos pelos nomes populares de araximbora, carapau (?), garacimbora, guaracema, guaraçuma, guaraiúba, guarajuba, guarambá, guaricema, xaréu-olhão e xerelete. (Caranx latus ou em inglês:  Horse-eye Jack). O xaréu esta na minha lista de peixes preferidos (desda primeira vez que os vi na proa da Corveta V17 rodeando um mero em 2000), e já fazia tempo que não via aqui um cardume tão grande. Bem tranquilos porém curiosos talvez pelo meu porte (predator desengonçado)  ou pelas minhas bolhas,  eles deram uma boa volta e chegaram bem perto de mim. Isso me fez lembrar um mergulho no Pontal do Norte em Fernando de Noronha. Como diz o nome esse ponto de mergulho fica ao Norte do Arquipélago, na Ilha Rata. É um mergulho profundo multi-nivel com uma corrente constante de moderada a forte. Atinge-se a profundidade de 40-44 metros com a ilha como parede a nossa esquerda numa mistura de drift+wall muito interessante. Muita vida e muitos peixes e cardumes residindo por lá  e de passagem. Num desses dias eu estava guiando o mergulho com um grupo de mergulhadores avançados que já estavam bem entrosados comigo (por sinal eles ate foram no meu aniversario no Aquário). Eles eram de Curitiba e tinham feito curso na minha antiga escola a Pata com o meu amigo Edson, então a afinidade foi imediata. Voltando ao mergulho : avistei uns 3 a 4 xaréus e notei que um deles tinha uma linha de pesca bem longa. Algum pescador não conseguiu ganhar uma briga e o pobre peixe ficou com dezenas de metros de nylon arrastando. Não foi difícil agarrar a linha e devagar trazer ele para perto. Não queria machucar-lo mas também estamos a 30 e poucos metros de profundidade: tinha que ser rápido e eficaz. Ele estava mais perto agarrei ele pela base da cauda. Nessa area eles tem os ossos bem destacados que podem até cortar (antes que algum(a) engraçadinho(a) me corrija eu disse OSSO sim; os xaréus são teleósteos = peixes de esqueleto ósseo com cauda homocerca ). Apertei com firmeza por que ele – claro - tentava se desvencilhar o que podia cortar minha mão. O Daniel se aproximou e tentou soltar o anzol da boca do pobre xaréu. Não sei se o peixe desistiu ou entendeu que estávamos lhe ajudando e parou de me mexer.  O anzol estava muito cravado. Não tínhamos muito tempo a perder e nem queríamos machuca-lo mais nem deixa-lo naquele estado. Com a mão direita livre alcancei minha Z-Knife e o Daniel cortou a linha bem na base com o anzol deixando o xareu com um “piercing”. Terminamos o mergulho orgulhosos do nosso feito “heróico”. Foi o assunto da semana. O rasgo na palma da mão durou mais tempo mais valeu a pena. Por ironia o Daniel faz caça sub no Paraná, mas aposto que daquele dia ele passou a encarar os xaréus com outros reverentes olhos.

Se liga na profundidade!

Foto by Zaira Matheus - Daniel Sanchez Albúm - Copyright Protect

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Kittiwake…até que enfim!

Após tanta espera eu finalmente me presenteie com um mergulho no Kittiwake. Meu amigo Diego (o “argentino” nao o ex-pagodeiro) me acompanhou nessa. Como eu, o Diego é um ex-instrutor de mergulho que agora trabalha em outra área nada relacionada com mergulho. Comprei nossos medalhões pela manhã – uma vez por ano ou toda vez que se mergulha todos os mergulhadores ou snorkelers tem que usar um medalhão.

O dinheiro arrecadado é para a manutenção das bóias.  Saimos com a Don Foster’s Divers. Lancha rápida pouca gente. Era eu o Diego e mais três mergulhadores. Um instrutor mergulhou com uma dupla básica (pai e filha) só em volta do naufrágio e eu o Diego e mais um japa da guarda costeira americana com um instrutor para poder penetrar no naufrágio. A que dizer que o Kittiwake tá bem raso. A máxima e de 18 metros no hélice e a penetração e muito fácil por que ele esta todo preparado com aberturas nas laterais e por todos os lados. Ainda esta muito novo e não chegou a juntar muita vida porem já se vê vários peixes que estão adotando o novo ponto, como cardumes de xáreus e arraias. Havia uma arraia-chita passando ao lado do Kittiwake todo tempo. Fizemos 52 minutos de mergulho. Não pude tirar mais fotos por que não encontrei o filtro e o flash não esta mais funcionando. Pelo menos o Japa tirou varias fotos e prometeu mandar por e-mail é esperar para ver. Na volta a esposa dos mergulhadores básicos (que tinha ficado no barco com a filha menor para fazer snorkel) tirou uma Corona para cada um de nós duma bolsa térmica e patrocinou o brinde ao nosso mergulho a ao meu aniversário.  Agradecimentos a equipe da Don Fosters muito profissionais e tranqüilos na água. Como eu citei éramos 5 mergulhadores com 2 instrutores mais 2 snorkelers que ficaram sob a supervisão do capitão do barco. Recomendo.

Diego "Argentino"

Esse mergulho também foi em homenagem ao meu amigo Leyton. Buddy I remember you in these dive. You will love to dive in the Kittiwake someday soon, just don’t forget to let me know.

Quer ver essas e mais fotos? Click em: show

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8 Outubro Kittiwake 2011

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E de ladinho que eu vouu . . .

Visite o site da Organização Mundial de Strokes
http://www.omsdive.com/backplate.html

Ok 2 de Outubro. Esta começando o meu mês preferido (e o mais odioso talvez). Pensei em assinar para 1-Post-A-Day mais acabei falhando ontem devido a tantas coisas que fiz. Igual vamos ver se pelo menos cumpro a meta de 1-Post-A-Week. Ontem estava de folga e aproveitei para levar os cilindros para recarregar.  Quando estava para encher o pony que ganhei dum camarada que foi embora da ilha, o cara de estação de recarga me perguntou qual a pressão de trabalho. Respondi: Sei la bota 3000 é de aço mesmo! O cara me olhou nada satisfeito com a resposta: Eu sei que é de aço! Vou raspar para ver! – Raspado o pony descobrimos que a pressão máxima era 2300 psi (quase la) me sobrou fazer uma cara de otário-surpreso e engolir minha ignorância. Depois montei um rig no pony bottle e fui fazer um mergulho a la side-mount. Antes que os geeks, scubanerds e DIRs-da-vida me condenem por heresia favor entender que assim como o side-mount nasceu do improviso e muitos mercenalhadores o elevaram a sublime perfeição ( paradigma: já que nada que se planeja relacionado a mergulho resulta no esperado) eu prefiro me enquadrar naquele grupo de side-mount “made in home” e autodidatas. Segundo cravo na minha cruz, mas venhamos e convenhamos – bom senso claro – a maioria das coisas que hoje compramos nas lojas saiu da garagem de alguém! Ou você acha que Costeau ”inventou” o regulador comprando na escola da CMAS ? Não né! Ele roubou dum otário menos famoso que ele.

Até o grande Steve Bogaerts começou sua linha de equipamentos no bom estilo fundo de quintal (Calma Diego nada a ver com pagode). Até se você visitar o site dele ele te ensina a fazer em casa a sua carretilha com marcação de distancia e tudo. Seguindo a sugestão de Steve e do meu amigo Saraiva comprei uma camelbag de 10 litros para usar como Buoyancy Compensator. Usei com meu back-plate. Explicado que não usei um equipamento standard (que caretas) e nem tenho carteirinha do mesmo (mercenários!) a minhas impressões foram:

ótimo poder fazer algo mais que snorkel ou apnéia! Porém tenho que configurar melhor o pony e meu backplate. Falta um d-ring do lado direito. O camelbak não e tão difícil de usar porem não e tão eficiente para desinflar por exemplo. Revisando a pagina do Steve Bogaerts notei que agora ele vende um BD mais estilo Armadillo e já largou o camelbak de lado. Vamos ver se na próxima vez tiro uma fotos para documentar o progresso.  Meu amigo Saraiva é o expert em side-mount quero ver se ele escreve algo menos ironico e faz um jaba pro curso dele.

Lingo:

Pony = Ponybottle quando um mergulhador não controla o próprio ar e esta disposto a carregar extra peso existe um cilindro pequeno (menor que stage tank) que ele pode usar como fonte de ar alternativa e excesso de bagagem quando ele viaja. E não, não é aquele cavalinho que as crianças tanto gostam. Se isso realmente passou pela sua cabeça você DEFINITIVAMENTE esta no blog errado.

Buoyancy  = Flutuabilidade. Nada que ver com a cantora que muitos homens gostam, não tanto pela musica claro. E se foi isso que passou pela sua cabeça você esta no blog certo.

CMAS = Qmenos. A certificadora de mergulho que seu avô não fez.

Otário-surpreso = a mesma cara que você faz quando você vira a casa de cabeça para baixo e mobiliza toda familia para descobrir que e celular estava no seu bolso.

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Historias para Alicia #01

Primeira noite como estagiario da Patadacobra em Bombinhas

 que a receita de combinar mergulho com crianças funcionou ai vai um post para a minha mais nova leitora a Alicia. Podem ficar com inveja mas o post é sobre o pai dela e uma historia que talvez ela nunca escutaria se não fosse pelo tio Saldanha. A verdade é que o seu pai a essa altura já deve ter falado muito sobre os anos dourados de mergulho. O que acredito que ele deve ter omitido e que vou contar aqui é que ele já foi pagodeiro. Pagodeiro de roda de pagode. Pagodeiro de viajar para a praia com um pandeiro! Eee bizarro? Imagina eu conhecendo esse polaco de quase dois metros de altura tocando um pandeiro? Foi no primeiro feriado que eu estagiava na Patadacobra um 2 de Novembro.  A nossa chegada muito bem vinda com um dos clássico pitty-esporos do Neio e a informação de que não tinha lugar nem para o seu pai nem para mim dormir. Nos esperavam para trabalhar e não para nos acomodar. Conseguimos um quartinho nos fundos de uma pizzaria. Numa época onde a musica viral do Natiruts ”liberdade pra dentro da cabeeeca” tocava em qualquer aparelho que tivesse um botão de volume, Dr. Rocha “arrancava” SPC, Negritude Jr, Molejo, e por ai vai do pandeiro dele. Foi começando assim; compartindo os perengues que nos conhecemos por primeira vez. Pra variar o tempo virou no meio do feriado, choveu para caramba (dentro do barraquinho também!) e acabamos o feriado mergulhando no estaleirinho com água fria e suja. Deve ser por isso que nos tornamos tão bons amigos por que sempre estivemos para as piores quanto para as melhores no mesmo bom humor e união.

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